Páginas

domingo, 10 de julho de 2011

UM BALANÇO DO AMOR























UM BALANÇO DO AMOR

Pode ter sido amor distante, mas raro, intenso e demorado; 
talvez tenha sido ansioso, mas nas entranhas foi sentido;
quem sabe recíproco, mas discreto, honesto, franco e dado;
foi doce, puro, vibrante, admirado, importante, iluminado.

Pode ter sido inventado, separado, mas pouco negligenciado;
talvez iludido, mas foi perplexo, surpreendente, angustiado;
quem sabe duvidoso e virtual, mas inesperado, sincero e real;
foi limpo, saudável, bonito, fiel, confiante, contundente, leal.

Pode ter sido medroso e guardado, mas cedido e enfrentado;
talvez pouco participativo, mas compreendido e lembrado;
quem sabe frágil e essencial, mas diferente e inusitado;
foi descoberto, amado, descortinado, permitido, desvendado.

Pode ter sido preservado e virgem, mas fogoso e sensual;
talvez tenha sido pouco casto, mas vivido, intenso e sexual;
quem sabe olhado, admirado, mas cheirado, lambido e beijado;
foi quente, engolido, transformador, vivenciado, eternizado.

Pode ter sido solitário, mas presente nas horas certas e amado;
talvez silencioso, mas humano, compreensivo e chorado;
quem sabe pra sempre santificado, na beleza de Deus sorvido;
foi belo, profundo, absorvido, emocionado, sacramentado.

Depois do balanço do amor vivido, o amor continua apaixonado...


JETHRULL GIANT

sábado, 2 de julho de 2011

DEGUSTA-ME OU DEVORO-TE



















































DEGUSTA-ME OU DEVORO-TE




Beijaste-me lentamente,
instigando os meus desejos,
nos teus toques, no teu cheiro,
o carinho e a sedução...

Das tuas doces palavras,
o mel em tua saliva
Nos delírios de prazer,
teus olhos me penetraram

Despiste a minha'alma,
já não tenho mais controle,
em tua língua, o meu libido
degusta-me ou devoro-te!




Bru Diniz







sábado, 25 de junho de 2011

LOUCA PAIXÃO





















Ai, essa louca paixão, que insiste em confrontar a razão.
Que me faz perder dentro de mim. Que tira o caminho, a certeza.
Me aconchega e me maltrata, me expõe e me delata.
Um frenesi, o êxtase, a saudade.
Me poe do avesso, me arrebata, me estilhaça.
Me tira a sanidade.
Me faz ser mulher, menina, amante, amiga.
Mas sem você, não há parte alguma.


Marilia de Moraes